Com mercado global projetado em US$ 1,45 trilhão até 2030 e agenda federal aberta, o ecossistema de inovação capixaba tem a oportunidade de transformar o reconhecimento em expansão e protagonismo nacional
Vitória assumiu a liderança do ranking Connected Smart Cities 2025, após ocupar a segunda posição na edição anterior. O levantamento, que foi aprimorado e pela primeira vez analisou todos os 5.570 municípios brasileiros, com 75 indicadores distribuídos em 13 eixos temáticos, refletindo diferentes dimensões do desenvolvimento urbano, coloca a capital capixaba numa posição de destaque. Com gestão orientada a dados, integração entre sustentabilidade e governança digital, ampliação da digitalização de serviços públicos e investimentos em conectividade que impulsionaram o salto ao topo, a capital capixaba foi reconhecida como referência nacional, justamente quando o país começa a movimentar mais recursos para transformação urbana digital.
Em 2025, o mercado global de smart cities foi avaliado em aproximadamente US$ 700 bilhões, com projeção de alcançar US$ 1,45 trilhão até 2030, segundo estudo da KPMG. No Brasil, o avanço é visto principalmente nas capitais, a Portaria MCID nº 1.012/2025 estabeleceu novo marco regulatório para transformação digital nos municípios, e o Ministério das Cidades abriu edital para selecionar 20 municípios para estratégias de transformação digital urbana. As mudanças estão acontecendo e em ritmo acelerado. Para os capixabas, esses avanços representam a possibilidade de entrada concreta num mercado em expansão.
O ecossistema capixaba tem base para ocupar esse espaço e produzir inovações. Soluções tecnológicas nas cidades têm diversos objetivos, além de melhorar a qualidade de vida do cidadão, como possibilitar novas formas de administração de recursos e mitigar o impacto ambiental causado por empresas e pelo grande número de pessoas vivendo em uma região. A Inteligência artificial (IA), presente hoje em muitas ferramentas, tem o potencial de ser cada vez mais aplicada a fim de tornar esses processos mais estruturados e eficientes.
A posição de Vitória como referência nacional é um argumento de credibilidade para transformar ideias em projetos concretos de transformação urbana. Com mais de 20 entidades articuladas pela Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), habitats de inovação em 16 municípios e instituições de ensino como a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) com capacidade de pesquisa aplicada, o ES conta com os ingredientes necessários para desenvolver soluções urbanas a partir da realidade local, não apenas adaptar modelos criados em outros contextos.
Cidades que inovam a partir de dados locais constroem soluções com identidade própria. E quando a inovação parte desse lugar, há espaço para o pioneirismo e a possibilidade de transformar uma solução capixaba num modelo que outros possam estudar e replicar. Com a posição que o ES ocupa no ranking e o ecossistema de inovação em crescimento, o estado tem condições de ser produtor de diferentes soluções urbanas, não apenas consumidor.
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No dia 11 de junho, das 18h às 22h, na Casa Amarela, em Vila Velha, o ESX Collab 2026 realiza o encontro “Cidades 360°: pessoas, dados e soluções para o futuro urbano”, reunindo líderes, gestores públicos e especialistas. A entrada é gratuita. Para se inscrever, clique aqui.
No mesmo dia, às 19 horas, o palco Acelera do ESX 2026 receberá um bate-papo sobre “Cidades Inteligentes”, com Luciano Forrechi, Tullio Ponzi Netto e José Eduardo Pereira, respectivamente Secretário de Governo, Secretário Municipal de Desenvolvimento da Cidade e Habitação e Secretário de Gestão e Planejamento da Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), junto a Flavio Varella Cabral, Presidente da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV).
Foto: Setur-ES