Lideranças têm a missão de conduzir a integração da inteligência artificial nos negócios com clareza sobre os riscos, a necessidade de treinamento e as oportunidades geradas por essa mudança
Após o boom da inteligência artificial em 2025, hoje ela já está presente em diferentes etapas de decisões, processos e rotinas de trabalho de milhões de pessoas em todo o mundo. No ecossistema capixaba não seria diferente. Organizações capixabas estão testando e decidindo como a divisão de responsabilidades entre humanos e sistemas de IA deve ser feita nas operações. O desafio das lideranças é compreender como essa integração vai ser conduzida, com que critérios, com que governança e com que clareza sobre onde o humano ainda precisa continuar no centro.
Na prática, a adoção de IA muda o que significa tomar decisões e gera uma alteração estrutural na forma de se trabalhar. Quando um sistema processa dados, identifica padrões e sugere ações, o papel do ser humano se desloca. Em teoria, a responsabilidade pela decisão final, pela leitura do contexto e pela condução de equipes continua sendo delegada a pessoas, mas essa ainda é uma área nebulosa trazida pela novidade.
Uma pesquisa recente da Wakefield Research, patrocinada pela SAP, aponta que 74% dos líderes já confiam mais em conselhos gerados por IA do que em familiares e amigos. O levantamento também mostra que parte das empresas já substitui processos tradicionais de tomada de decisão por insights automatizados. Onde o limite deve ser fixado?
O cientista de dados e filósofo da tecnologia, Ricardo Cappra, também fundador do Cappra Institute, aborda o tema no livro “Híbridos: o futuro do trabalho entre humanos e máquinas”, publicado em 2025. Para ele, o futuro não é de substituição, mas de integração consciente e colaboração, com o uso da tecnologia para ampliar e potencializar habilidades e competências humanas.
Empresas de diferentes portes e setores estão em estágios distintos de adoção da tecnologia no Espírito Santo. Compreender que a responsabilidade pela tomada de decisões hoje precisa ser exercida com mais consciência tecnológica do que antes é mais um passo para que essa integração seja benéfica e o risco seja reduzido.
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O ESX Collab 2026, em parceria com o IBEF Innovation, trouxe o debate para o ecossistema capixaba no dia 2 de junho, na Casa Vilani, onde Ricardo Cappra palestrou sobre o futuro do trabalho entre humanos e máquinas.