Com a regulação nacional em vigor e cadeias globais exigindo comprovação de práticas sustentáveis, startups e empresas do ES precisam entender que ESG não é mais um “diferencial” de mercado
Empresas capixabas podem perder contratos com grandes corporações por não conseguirem comprovar suas práticas ambientais, sociais e de governança. Não porque são irresponsáveis, mas porque nunca precisaram medir isso antes. Agora precisam. Desde janeiro de 2026, o exercício social das empresas de capital aberto no Brasil corre sob obrigatoriedade de reportar sustentabilidade em padrões internacionais, conforme a Resolução CVM nº 193. Essas empresas estão exigindo o mesmo de toda a sua cadeia de valor, e isso inclui fornecedores e parceiros de todos os portes.
O Espírito Santo tem avançado no plano público. Em 2025, o estado subiu da 10ª para a 6ª posição no ranking nacional de competitividade e ESG, com o Fundo Soberano reconhecido como o 3º melhor do mundo em governança e transparência. Programas como o Selo Descarboniza-ES e o NetZeroES 2050 mobilizaram empresas de diferentes portes. Esse avanço, no entanto, está concentrado no âmbito governamental e nas grandes corporações.
Para o ecossistema de inovação capixaba, formado majoritariamente por startups e pequenos negócios, a discussão sobre medir e reportar práticas ESG ainda está engatinhando, mas a prática precisa avançar, pois se tornou critério de entrada em mercados.
As possibilidades de práticas de ESG são diversas, como a promoção de diversidade de gênero e raça em cargos de liderança ou a garantia de transparência fiscal por meio de auditorias independentes. A adoção de logística reversa para zerar o descarte inadequado de resíduos ou mesmo o zelo por um ambiente de trabalho seguro com forte foco na saúde mental dos colaboradores também são outros exemplos. Há muito o que pode ser feito, mensurado e documentado.
Quem não tiver dados sobre suas próprias atividades ficará fora de relações comerciais que poderiam, com esse cuidado, estar ao alcance. Os relatórios obrigatórios das grandes corporações serão publicados em 2027, mas os dados estão sendo gerados agora. Para quem ainda não começou, ainda está em tempo de se movimentar.
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ESG é uma pauta presente em todos os dias do ESX 2026. No dia 11 de junho, Camila Bridi, gerente de sustentabilidade da Vports, Patrick Silva, gerente de sustentabilidade e produtos do BANDES, e Daiana Lima, líder de projetos de clima e sustentabilidae da Peterson Solutions, trarão um debate sobre oportunidades de inovação para um futuro de baixo carbono.
No dia 12, Nina Silva, CEO do Movimento Black Money e D’Black Bank, para falar sobre visão sobre inovação, negócios, tecnologia e futuro. Executiva, empreendedora e investidora, Nina é uma das grandes vozes quando o assunto é diversidade e impacto no ecossistema de inovação. Já no dia 13, Juliana Castro, gerente da URI, e Letícia Ruggiero, head jurídico, GRC & Sustentabilidade da VIXPar, falarão sobre ESG na Prática.