Enquanto o mercado global abandona o SaaS e abraça a resolução autônoma, startups e empresas do Espírito Santo precisam decidir de que lado da virada querem estar
O mercado global de tecnologia está trocando de paradigma e quem não perceber a tempo vai construir sobre um modelo que já tem prazo de validade. O SaaS, modelo em que o cliente paga uma assinatura recorrente pelo acesso a um software, está sendo superado por uma lógica nova: a da resolução autônoma, em que o cliente paga pelo problema resolvido. O ecossistema de inovação do Espírito Santo precisa entender o que está em jogo antes que a janela se feche.
O movimento tem nome: IA Agêntica. São sistemas capazes de resolver problemas do início ao fim, sem intervenção humana, aprendendo a cada ciclo. Empresas globais já estão redesenhando modelos de negócio inteiros em torno dessa arquitetura. Startups que cobram pelo acesso ao software sem entregar resolução correm o risco de perder relevância para plataformas que já operam nessa lógica.
O Espírito Santo tem ativos reais nessa disputa. Com centenas de agentes, mais de 20 entidades articuladas pela Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), habitats em 16 municípios e um ESX que mobilizou R$ 24,9 milhões em intenção de aportes em 2025, o ecossistema capixaba tem estrutura e décadas de conhecimento acumulado em energia, logística e agroindústria. Esse conhecimento ainda não foi reconhecido como vantagem competitiva na era da IA Agêntica, e esse gap tem custo.
Além disso, a pesquisa “Uso da IA nos Pequenos Negócios”, realizada no estado, mostra gargalos relevantes. Entre as médias e grandes empresas capixabas, 35% apontam segurança e privacidade de dados como principal dificuldade na adoção de IA. Entre MEIs, 23% dizem não saber como aplicar a tecnologia no negócio, número que chega a 15% entre as MPEs.
Quem está começando agora tem uma vantagem concreta: pode se posicionar e estruturar governança, segurança e integração desde o início. Empresas globais que adotaram IA sem essa base estão corrigindo o problema enquanto os sistemas já operam, lidando com agentes replicando dados e operando com permissões excessivas. No ES, essa armadilha ainda pode ser evitada.
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O ESX 2026 traz parte dessa discussão para o ecossistema capixaba no dia 12 de junho! Andrea Iorio, ex-CEO do Tinder na América Latina e autor de “Between You and IA”, apresentará como a IA está redefinindo a experiência do cliente e o que isso muda para quem constrói negócios hoje. Rafael Ronqui, diretor de MBA e Head de aceleradora de startups da FIAP, trará um estudo de caso sobre como líderes estão usando Inteligência Artificial para gerar resultados reais e vantagem competitiva. E Rafael Milagre, empresário fundador da plataforma Viver de IA, mentor do G4 Educação e referência nacional em Inteligência Artificial para negócios, falará sobre a importância de se entender o problema antes de pensar a ferramenta.